“Não Vou Pagar o Pato”: FIESP, SESCON-SP e sociedade dizem “não” à volta da CPMF

 

Extinta em 2007 após grande mobilização do segmento produtivo e da sociedade, CPMF ameaça voltar a elevar a carga tributária do brasileiro

Como mais uma medida de ajuste fiscal, no último dia 22, a presidente Dilma Rousseff enviou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que traz de volta a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira.

Para o presidente do SESCON-SP, Sérgio Approbato Machado Júnior, a ressuscitação da CPMF é um desrespeito com o brasileiro, que já se manifestou contra o tributo, e que não há mais espaço para a elevação da carga tributária. “A promessa de que a contribuição terá duração de quatro anos é uma armadilha, pois a tendência é que se torne mais um peso permanente para o contribuinte”, argumenta o líder setorial.

Em 2007, o movimento “Xô CPMF”, integrado por entidades do empreendedorismo como FIESP, SESCON-SP, OAB SP e Associação Comercial de São Paulo, angariou mais de 1,5 milhão de assinaturas em um abaixo-assinado que pressionou os parlamentares a votarem pela extinção do tributo.

Agora, com esta nova manobra do governo, a convite da FIESP, o SESCON-SP adere à campanha “Não vou pagar o pato”, que reage ao retorno da CPMF e a qualquer criação ou elevação de tributos no Brasil. “Aumentar ainda mais os impostos e trazer de volta a CPMF vai forçar as empresas a fecharem um grande número de vagas de empregos.

Afetará duramente a indústria, o comércio, o setor de serviços e os pequenos empreendedores”, destaca o manifesto.

O movimento pretende reunir assinaturas da população e pressionar o Congresso Nacional a votar contra um novo aumento de impostos. Para participar, basta acessar o site www.naovoupagaropato.com.br e aderir ao abaixo-assinado.

Entidades entregam manifesto contra aumento de tributos ao Congresso Nacional

Um estudo elaborado pela FENACON e o SESCON-SP revela que, em caso de reforma e unificação do PIS e da COFINS, como pretende o governo, o setor de serviços pode ser impactado com um aumento de R$ 35,2 bilhões na sua carga tributária.

No último dia 23, o SESCON-SP integrou uma delegação de entidades do empreendedorismo que esteve em Brasília, em reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para entregar um manifesto com o posicionamento do segmento produtivo contra qualquer elevação de carga tributária, com destaque para essa questão do PIS e a COFINS.

“As empresas e os contribuintes já estão no limite, não podemos aceitar mais carga tributária”, destaca o presidente do SESCON-SP, Sérgio Approbato Machado Júnior, que foi representado no encontro em Brasília pelo vice-presidente Financeiro da AESCON-SP, Carlos Alberto Baptistão.

No documento, que foi encaminhado a todos os deputados e senadores, as entidades pedem o apoio dos parlamentares para a não aprovação de propostas que têm a intenção de criação de novos impostos ou elevação da carga tributária. O deputado Eduardo Cunha foi receptivo e reiterou a sua posição também alinhada com os pleitos

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